Após falência de panificadora empresária não desistiu e virou jogo fabricando cocadas em Rondônia

Empresária virou o jogo após ter que fechar uma panificadora, apostou na fabricação de Cocadas e agora representará Rondônia em uma das maiores feiras de mercado do País.

Com um largo sorriso no rosto, a empresária Elianete, ou simplesmente Neth, nos recebe na sua microempresa onde também reside, em uma área rural de Porto Velho. Neth está de malas prontas para São Paulo. A pequena empresa de cocadas, Cocada Kolly, foi uma das escolhidas no estado pelo Sebrae para representar a região na maior feira supermercadista da atualidade que acontece de 6 a 9 de maio em São Paulo, a APAS – Associação Paulista de Supermercados. A feira tem como meta profissionalizar o setor e melhor atender aos anseios do consumidor, além de buscar a excelência na operação, apontar as tendências do varejo e defender a justiça social e a sustentabilidade.

Hoje a empresária conta com sete funcionários e maquinários que facilitam e dão mais agilidade ao trabalho, já que a produção cresceu bastante nos últimos anos. Por dia, são descascados 750 côcos e produzidas em média 55 mil cocadas por mês, distribuídas na capital e parte do interior. Mas até chegar aqui muita água rolou, ou melhor, muitos cocos foram descascados. Mas quem pensa que a empresária só fica com a parte administrativa, se engana, ela literalmente coloca a mão na massa, quer dizer, nos cocos. Da pequena plantação de coqueiros, no fundo da residência, ela tira e examina cada fruto e, constatando que estão em bom estado, segue para área de beneficiamento, onde é descascado e ralado.

”A primeira ideia de fazer cocadas veio após a falência de uma panificadora que tínhamos. Comecei a fazer cocadas e vender na faculdade, onde estudava. Os pedidos foram aumentando e resolvi procurar o Sebrae onde fiz cursos de empreendedorismo e de logística. Nesse meio tempo, tive minha filha Nikolly e surgiu o nome da empresa, “Cocada Kolly”. Ainda continuo participando de cursos e palestras que o Sebrae oferece. Sou microempreendedora individual (MEI) há oito anos e minha empresa só cresce. Estou muito feliz com os rumos que minha vida profissional tem tomado.”, contou Elianete Gomes, microempresária da Cocada Kolly.

Entre uma mexida e outra no tacho com o doce, Neth nos conta como foi a preparação para participar da APAS em São Paulo. “Para mim, participar da APAS é uma oportunidade única. Acho que qualquer pessoa no meu lugar estaria explodindo de felicidade, como eu estou, até porque nunca fui a São Paulo e depois para representar meu estado lá, com uma pequena agricultura familiar, isso para mim é maravilhoso, esplendido! Eu nem tenho palavras para expressar o quanto estou feliz em ter sido convidada pelo Sebrae. Quero adquirir mais conhecimento e quem sabe expandir meus produtos para todo Brasil.”, falou entusiasmada Elianete Gomes.