ESCPECIAL – Miss Rondônia diz que sofreu racismo no inicio da carreira e pensou em desistir

Insultos a fizeram repensar se estava no caminho certo, mas teve apoio e seguiu o coração.

A trajetória da hoje Miss Rondônia, Priscila Santos, não foge a regra do que acontece com milhares de meninas que sonham com as passarelas mundo a fora. Vítima de preconceito, dos mais absurdos, ela chegou a ponderar se estaria no caminho certo, mas teve o apoio necessário na hora certa. “Esse é um assunto que ainda me dói muito, mas é preciso ser dito para que outras meninas que possam estar sofrendo o mesmo que eu já sofri, encontrem apoio e força para seguir os seus caminhos e realizar os seus sonhos. Eu era candidata a Miss Rondônia quando fui vítima desse mal por parte de algumas pessoas. Tive meus dias difíceis quando fui vítima de racismo e de muita discriminação, semanas antes do desfile.” Disse ela.

Priscila ainda lembra que só não jogou a toalha porque teve apoio naquele momento. “ Meu porto seguro foi a minha personal, Cleomara Castro. Foi ela quem me abraçou e chorou comigo. Ela naquele momento foi o divisor de águas entre onde cheguei e aquele momento em que pensei em abrir mão do meu sonho.” Lembrou ela.

Mas os desafios para chegar a ser Miss Rondônia foram muitos. Ainda criança, quando brincava de ser modelo nas festinha de família, a menina dava sinais de que teria futuro na carreira. Mas participar de concursos tem os seus gastos e por isso era preciso pensar e analisar muito bem, por isso começou nos concursos pequenos, aqueles de escolas.
“Sempre foi um frio na barriga. Cada um que participei era como se fosse o primeiro. Esses concursos de escola, mesmo não sendo aqueles concursos grandes, ainda me davam um frio na barrida. Eu sempre levei tudo muito a sério.” Comenta ela.

A virada teve inicio em 2019 quando se mudou para Ministro Andreazza no interior do estado. Por indicação do amigo Rogger Rigo, ela foi à escolhida para representar o município na tradicional festa da Rainha do Café, em Cacoal. Não ganhou, mas lembra que foi um momento em que pôde parar para pensar onde poderia chegar e decidiu ir mais longe.
“Não é todo concurso que você vai ganhar, isso é normal, o difícil é aprendermos a lidar com essa situação. Se soubermos usar as “derrotas” a nosso favor, só cresceremos.” Disse ela.

A decisão de participar do Miss Rondônia veio logo após a participação do concurso de Cacoal e foi ai a virada na carreira. Ela lembra que a partir daí foram muitas as propagandas para inúmeras lojas, o que rendeu um convite especial para várias peças publicitárias para o Cacoal Shopping.

Ostentando a faixa de Miss Rondônia, aliada a beleza, simpatia e carisma, Priscila viu no título uma maneira de sair, do que se chama no mundo globalizado, de “a caixinha” e decidiu, mais uma vez, fazer a diferença.

Com a fama e os contatos que fez sendo a Miss Rondônia CNB ela abriu outras portas e criou o Projeto Social, Miss Alimentando Vidas. Buscou parcerias e teve o apoio do Cacoal Shopping e saiu às ruas em busca de doações, para alimentar as famílias que já não tinham muito, e com a Pandemia estavam passando fome. “Eu precisava fazer alguma coisa. Cansei de ver famílias pedindo socorro, isso me dói a alma e vi a oportunidade de poder, com ajuda de muitas pessoas, unirmos as forças em prol de tantos que nessa pandemia ficaram sem nada. Sou grata pela ajuda que tive e não tenho palavras pra expressar o quanto nos faz bem poder ajudar o próximo.” Diz emocionada.

Priscila agora se concentra também em um outro projeto pessoal, vencer o Concurso Nacional de beleza, o Miss Brasil, que será realizado em Brasília no dia 19 de Agosto.

Higor Garcia, Assessoria

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